Redação Voz da Terra - A estiagem amazônica chegou e, com ela, o risco de queimadas, crises hídricas e prejuízos para quem vive nas comunidades ribeirinhas. O fenômeno, agravado pelas mudanças climáticas, já traz impactos diretos para o ecossistema, a agricultura e o abastecimento de água.
“A seca afeta a biodiversidade e a vida das pessoas. As queimadas criminosas pioram a qualidade do ar e agravam a crise hídrica”, destaca Marcos Berti, titular da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil (SMDC).
Segundo Berti, os primeiros dados mostram que, ao contrário do ano passado, o rio Madeira está com cerca de 10 metros, o dobro do registrado em 2024. Isso indica um cenário mais favorável, mas a situação pode mudar rapidamente. “Estamos em diálogo com especialistas e agências reguladoras. A estiagem exige vigilância permanente e ações preventivas”, disse.
O que está sendo feito?
Para enfrentar os riscos, a Prefeitura de Porto Velho intensificou as ações preventivas. A Defesa Civil realiza vistorias técnicas, emite alertas e interdita áreas de risco. Além disso, foi criado um Comitê de Ações Integradas com apoio da Sema, Ministério Público de Rondônia e outras secretarias, para garantir atendimento emergencial e fornecimento de água potável, quando necessário.
“O enfrentamento desses desafios depende da união entre órgãos federais, estaduais, municipais e até o terceiro setor. A população também precisa colaborar, evitando o desperdício de água”, reforçou Berti.
Para reduzir queimadas e seus efeitos, foi lançado o projeto “Fumaça Zero”, que incentiva a conscientização ambiental e a participação popular. “As ações educativas são essenciais para mitigar os efeitos da seca. Precisamos da mobilização de todos”, acrescentou o superintendente.
Impactos da seca
Além da escassez de água, a estiagem compromete a produção da agricultura familiar, que depende da irrigação. Com a perda das lavouras, a qualidade de vida em muitas localidades é prejudicada.
“As famílias ribeirinhas são as mais afetadas e, por isso, precisam de atenção especial durante o verão amazônico”, lembrou Berti.
As ações contam com o apoio de órgãos como Corpo de Bombeiros, ICMBio, Prevfogo (Ibama), Censipam e Agência Nacional de Águas (ANA). “Nosso trabalho é guiado por consciência situacional, gerenciamento de riscos e planejamento estratégico. Esse é o compromisso da Prefeitura de Porto Velho com a segurança da população”, finalizou.
Como pedir ajuda?
Em casos de emergência, a população pode ligar para o 199, número padrão da Defesa Civil. Também há atendimento pelo WhatsApp: (69) 98473-2112.

