Redação Voz da Terra - A presença de uma onça-pintada (Panthera onca) foi registrada por uma câmera instalada na Floresta Nacional do Bom Futuro, em Porto Velho.
O animal, que ocupa o topo da cadeia alimentar, é um importante indicador de equilíbrio ecológico. Sua aparição revela que áreas degradadas estão se recuperando e voltando a oferecer condições para espécies sensíveis.
“O retorno da onça-pintada mostra que o habitat em restauração já garante recursos essenciais para a fauna silvestre”, explicou a equipe da Ecoporé, responsável pelo monitoramento.
Além do felino, as câmeras também registraram espécies ameaçadas de extinção, como o porco-do-mato-queixada, o macaco-aranha, a anta, o tatu-canastra, o tamanduá-bandeira, além de aves como azulona e jacamim-de-costas-verdes.
O levantamento é importante para restaurar ecossistemas e acompanhar como a biodiversidade reage a esses esforços.
Como funciona o monitoramento?
As câmeras são posicionadas a cada 2 km² e permanecem no campo por cerca de 30 a 40 dias, captando automaticamente todos os animais que passam.
A metodologia segue protocolos avançados do Programa Monitora (ICMBio) e do Tropical Ecology Assessment & Monitoring Network (TEAM), permitindo uma análise precisa da presença de mamíferos e aves nas áreas em recuperação.
Ações e parcerias para a conservação
O registro faz parte do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia, que busca restaurar ecossistemas e conservar a biodiversidade. A iniciativa, financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), é implementada pelo Banco Mundial e coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente.
O projeto é executado pela Conservação Internacional, Funbio e FGV, com apoio da Sedam-RO, Emater-RO, ICMBio e outras instituições parceiras.
Animais monitorados:






