Justiça bloqueia mais de R$ 600 milhões em bens por destruição de unidade de conservação em RO

Operação Arigós cumpre novas medidas contra grupo acusado de desmatar mais de 8 mil hectares em área de preservação.
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Voz da Terra
7 outubro 2025
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Grupo criminoso atuava na grilagem e desmatamento. (Foto: Wikipedia)

Redação
- A Estação Ecológica Soldados da Borracha, criada em 2018, é uma das áreas de proteção integral mais importantes de Rondônia. 

Localizada entre Porto Velho, Cujubim e Machadinho do Oeste, a unidade abriga espécies ameaçadas e cumpre papel essencial na conservação da floresta amazônica e na regulação do clima da região. 

O espaço foi criado para evitar a ocupação irregular e a derrubada de árvores em uma das áreas mais pressionadas pela expansão agropecuária no estado.

Mesmo com o status de proteção, a unidade virou alvo de uma rede organizada de grilagem e desmatamento. 

Segundo o Ministério Público, os responsáveis usaram contratos falsos e nomes de terceiros para esconder os verdadeiros donos das terras, numa tentativa de escapar de multas e punições. 

O esquema resultou na devastação de mais de 8 mil hectares de floresta — o equivalente a mais de 11 mil campos de futebol — e em um prejuízo ambiental calculado em mais de R$ 600 milhões.

Nesta terça-feira (data), a Justiça determinou o bloqueio de bens e a suspensão das atividades econômicas de 12 investigados pela Operação Arigós. 

A decisão partiu da 3ª Vara Criminal de Porto Velho, que autorizou medidas como o sequestro de gado, apreensão de tratores e caminhonetes, proibição de entrada na área da estação e congelamento de cadastros ligados ao setor agropecuário. 

A ação também impede a emissão de Guias de Transporte Animal e bloqueia o acesso dos investigados ao sistema do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

A segunda fase da operação foi conduzida por 25 agentes, que atuaram no cumprimento das ordens judiciais em diferentes municípios. A medida busca impedir que os acusados continuem lucrando com a exploração ilegal e garantir a recuperação dos danos ambientais.

A ação foi coordenada pelo Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e do Nucam (Núcleo de Combate ao Crime Ambiental), vinculados ao Gaema (Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente). 

Contou ainda com apoio da Polícia Civil de Machadinho do Oeste e do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER/RO).

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