Redação Voz da Terra - O programa de treinamento promovido pela Taz Panter Foundation, da Alemanha, voltado ao jornalismo ambiental e à cobertura da COP30, levo o jornalista Felipe Corona, colaborador do Voz da Terra para Berlim. A capacitaçao e preparatória para Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 que acontece em Belém, PA.
Corona foi o único representante de Rondônia escolhido entre centenas de candidaturas da Pan-amazônia, região que abrange nove países: Brasil, Colômbia, Peru, Equador, Bolívia, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.
O programa — que ocorreu em formato híbrido — incluiu palestras online realizadas entre maio e agosto e foi finalizado com um treinamento presencial em Berlim, capital da Alemanha, entre os dias 13 a 20 de setembro.
A viagem teve todas as despesas custeadas pela fundação. O objetivo da iniciativa é ampliar o repertório e as habilidades de jornalistas amazônicos na cobertura de temas climáticos, criando pontes de diálogo e colaboração internacional em torno da maior conferência climática da ONU.
De acordo com Felipe, o processo seletivo foi altamente competitivo e realizado inteiramente em inglês. A experiência em coberturas envolvendo sustentabilidade, meio ambiente, mudanças climáticas e ser correspondente-colaborador da Folha de São Paulo (desde 2018) e do UOL (desde 2021), junto com o bom nível no idioma, foram diferenciais importantes para a escolha do profissional, único rondoniense entre os selecionados.
“Não sei de nenhum jornalista da nossa terra que tenha sido selecionado para um programa tão incrível como esse. Se eu não fui o primeiro, que não seja o último! Foram dias incríveis, com pessoas de altíssimo nível e em uma cidade maravilhosa. Berlim nos mostra no dia a dia e nas ruas, o quanto é importante ter uma cidade verde e altamente sustentável” , comenta ele.
Carreira
Nascido em Porto Velho e com 21 anos de profissão, Felipe já atuou em diversos veículos de comunicação do Amazonas (onde é formado pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM) e de Rondônia (especialmente em emissoras de televisão e portais de notícias), além de assessorias de comunicação públicas em diversos níveis de governo em ambos os estados.
Há pelo menos cinco anos, ele procurou se especializar em reportagens envolvendo sustentabilidade, mudanças climáticas e mercado de carbono, fazendo diversos treinamentos, incluindo dois em parceria com a Fundação Victor Civita (Revista Veja) e o Insper (de São Paulo), além do The Oxford Climate Society's (OCS) of the School of Climate Change (SoCC) Michaelmas 2022 Programme, de um grupo de professores e alunos da Universidade de Oxford, na Inglaterra, de forma online.
“Rondônia infelizmente é um estado que sofreu e sofre um grande desmatamento. Então é necessário que a cada dia mais, os profissionais da comunicação estejam preparados para ‘destrinchar’ todo o tipo de assunto que envolve estes temas. E as mudanças no clima estão acontecendo de forma acelerada. Já faz parte do nosso cotidiano. Então, precisamos explicar para nossos leitores como isso pode impactar de forma negativa a vida de todos” , indica Felipe.
Conteúdo
Durante os encontros online do programa, os jornalistas participaram de debates com instituições como o Pulitzer Center, o Greenpeace, o coletivo de comunicação Alma Preta, entre outras. Os temas afetam a Amazônia em diferentes países, como devastação florestal, tráfico de drogas, acesso a dados públicos e impactos da ocupação ilegal de terras, e até saúde mental, com o compartilhamento de experiências e desafios locais.
Já nos encontros presenciais houve oficinas com a Rede de Jornalistas Climáticos da Alemanha (Climate Jornalism Network Germany – Netzwerk Klimajournalismus Deutschland), da Heinrich Böll Foundation Berlin, Misereour, colegas do jornal alemão diário Taz, ativistas climáticos, atores da sociedade civil alemã e membros do Gabinete de Relações Exteriores do Governo da Alemanha.
“Vou levar essa experiência inesquecível para o resto da minha vida, e nos próximos meses, para a cobertura da COP30 em Belém. O Voz da Terra estará presente nas discussões que vão nortear as políticas ambientais para os próximos meses e anos. Tenho certeza que o Brasil vai liderar novas iniciativas na sustentabilidade e nas mudanças climáticas. E nós estaremos lá, antes e depois do evento das Nações Unidas, que também será muito importante para a Amazônia” , encerra o jornalista.



