Redação - Na Aldeia Aperoí, do povo indígena Puruborá, no município rondoniense de Seringueiras - a 534 km da capital Porto Velho (RO) -, há denúncias de intimidação e ataques sofridos pela comunidade depois que o indígenas revelaram os danos causados pelo uso de agrotóxicos por fazendeiros.
Durante a visita, a equipe inspecionou uma casa abandonada por uma família indígena devido à contaminação por agrotóxicos. Localizada entre duas plantações de soja, o imóvel foi alvo de incêndio, supostamente criminoso, com o intuito de intimidar os moradores e danificar a residência, para consolidar a expulsão da família. Outra área utilizada pela comunidade para roçado também foi inspecionada.
Durante a visita, a equipe inspecionou uma casa abandonada por uma família indígena devido à contaminação por agrotóxicos. Localizada entre duas plantações de soja, o imóvel foi alvo de incêndio, supostamente criminoso, com o intuito de intimidar os moradores e danificar a residência, para consolidar a expulsão da família. Outra área utilizada pela comunidade para roçado também foi inspecionada.
No relatório produzido sobre a ação, o MPF ressalta o contexto de vulnerabilidade em que vive a comunidade. “O povo Puruborá está em um processo de resgate de suas tradições, cultura e língua, bem como de reivindicação de seu território. A comunidade foi vítima de um histórico de violência, assimilação e apagamento cultural, e agora luta pelo reconhecimento de sua identidade e de suas terras”, destacou o MPF.
Um Inquérito Civil (nº 1.31.001.000032/2024-59) apura danos a indígenas Puruborá causados por abuso na aplicação de agrotóxicos, e teve o propósito de ouvir a comunidade e demonstrar o apoio das instituições ao povo indígena. O MPF segue apurando o caso no âmbito do inquérito civil.

