Indígenas Sakurabiat recebem mudas para fortalecer cultura e sustento

O manejo tradicional, amplia segurança alimentar e reforça a proteção ambiental na aldeia Nova Mariana.
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Voz da Terra
25 julho 2025
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Mudas entregues ao povo Sakurabiat. (Foto: Secom PVH RO) 

Redação Voz da Terra
- O povo Sakurabiat, que vive na Terra Indígena Rio Mequens, em Alta Floresta D’Oeste, distante 471 quilômetros de Porto Velho, Rondônia, mantém uma relação direta com a floresta, de onde tira alimento, medicina e identidade cultural.

Nos últimos anos, o avanço do desmatamento e as queimadas têm afetado esse modo de vida, colocando em risco a segurança alimentar e a preservação de práticas ancestrais.

Para fortalecer a comunidade e garantir que as tradições continuem vivas, a Associação Comunitária Kerecoura, liderada por Ines Mariana Sakurabiat, solicitou apoio para recuperação de áreas e plantio de árvores. 

A resposta veio com uma ação conjunta que envolveu a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Porto Velho (Sema) e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

A iniciativa levou para a aldeia 1.129 mudas de árvores frutíferas e espécies nativas, como cacau, cupuaçu, caju, açaí, jenipapo, ipês e outras. As mudas vão ajudar na produção de alimentos e na recomposição da vegetação, fortalecendo o manejo sustentável que os indígenas sempre praticaram.

"A união entre os órgãos municipal e estadual mostra que é possível gerar resultados reais para comunidades que vivem em áreas remotas e que são essenciais para a conservação da biodiversidade. O Viveiro Municipal tem orgulho de contribuir com a segurança alimentar e o fortalecimento cultural do povo Sakurabiat", disse Vinícius Miguel secretário de meio ambiente de Porto Velho.

Além da doação, a Sedam vai realizar oficinas de plantio, prestar assistência técnica e promover ações educativas voltadas à prevenção de queimadas. "Nosso trabalho não se limita à entrega das mudas. Queremos que a comunidade tenha ferramentas para reduzir os riscos de incêndio e gerir seus recursos naturais de forma sustentável", explicou Waldemir Barabadá Coiryn, da Coordenadoria de Povos Indígenas.


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